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Radar AB #75 - O ano dos extremos da indústria automotiva
JAN 19, 2026
Radar AB #75 - O ano dos extremos da indústria automotiva
No livro “Era dos extremos”, o historiador britânico Eric Hobsbawm destaca como o século 20 foi marcado por grandes catástrofes, como também por uma prosperidade global. O ano de 2025 para a indústria automotiva brasileira também foi de extremos.Este é o tema do novo episódio do Radar AB Podcast, claro, guardando as devidas proporções. É que o setor viveu um ano de lançamentos importantes, de ajustes fiscais que ajudaram a cadeia, da volta do Salão do Automóvel e da chegada de muitas marcas.Na outra ponta, os aspectos negativos. A queda preocupante nas vendas e produção de caminhões, que expõe outro problema com o qual a indústria teve de conviver neste ano de extremos: a elevada taxa de juros.Os extremos positivos e negativos da indústria automotivaNo Radar AB Podcast, os editores da Automotive Business, Bruno de Oliveira e Fernando Miragaya, debatem justamente sobre esses extremos da indústria automotiva em 2025.Um ano, por exemplo, que trouxe um alento para o mercado de carros compactos com o IPI Verde. E também que marcou o início, enfim, das atividades industriais das chinesas GWM e BYD, o que impacta positivamente a cadeia de fornecedores e sua luta contra a capacidade ociosa de suas unidades.Teve ainda o primeiro carro elétrico finalmente feito no Brasil. Que não foi de nenhuma chinesa, mas sim da General Motors, inaugurando o sistema de CKD na planta da Pace, no Ceará.Sem falar na chegada de produtos importantes e aguardados. Foi o ano do lançamento da segunda geração do Honda WR-V, do novo SUV médio Renault Boreal e do compacto Toyota Yaris Cross, todos feitos no Brasil e que deram o ar da graça em outro ponto de destaque de 2025: a volta do Salão do Automóvel.Mas o Yaris Cross quase fica de fora da lista de aspectos positivos do ano. Nessa dança dos extremos da indústria automotiva brasileira, a Toyota foi afetada por uma catástrofe ambiental que destelhou sua fábrica de Porto Feliz (SP), o que atrapalhou todo seu cronograma de produção.Ao mesmo tempo, a fabricante japonesa revelou seu poder de resiliência e reação. E rapidamente conseguiu retomar as operações a tempo de apresentar seu lançamento mais importante do ano.Ano pesado para os caminhõesQuem não reagiu foi o segmento de pesados. Os caminhões amargaram uma queda anunciada na produção e nas vendas em 2025, refletindo um adiamento do mercado nas renovações de frotas. A ponto de muitos clientes optarem pela locação de veículos para suprir pontuais aumentos das demandas do agro e do setor de construção.A retração do setor de caminhões foi reflexo direto de outro ponto negativo nesse ano de extremos da indústria automotiva. Sim, sempre ela, a taxa de juros elevada que deixa o financiamento mais caro, especialmente para os pesados.Taxa de juros que parece um fantasma para a cadeia produtiva, mas o fantasma de verdade que voltou a assombrar a indústria foi o da falta de chips. Sim, os semicondutores, que sumiram das fábricas de veículos na pandemia, provocaram novos temores no setor automotivo local em 2025.Um ano de extremos que a equipe da AB analisa e debate em mais esse Radar AB Podcast.http://www.automotivebusiness.com.br
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51 MIN
Podcast Lideranças Diversas recebe Luciana Giles, da Cummins
DEC 10, 2025
Podcast Lideranças Diversas recebe Luciana Giles, da Cummins
Luciana Giles entrou cedo no setor automotivo e desde sempre vem quebrando barreiras de gênero, levando consigo a bandeira da diversidade e inclusão. Neste episódio do podcast Lideranças Diversas, Paula Braga, CEO da Automotive Business, recebe Luciana Giles, diretora de comunicação e relações governamentais da Cummins. A executiva tem 26 anos de experiência no setor automotivo, sendo 16 deles dedicados à Renault e 10 anos na Cummins, nas áreas de comunicação e relações governamentais. Desde o começo da sua trajetória profissional, Luciana enfrentou desafios por ser uma mulher jovem na liderança e por isso se engajou em pautas de diversidade. “Fui uma líder jovem e sem dúvidas vivi desafios grandes por ser uma líder mulher. Sabemos que a indústria automotiva é masculina e, em certas situações, machistas. Eu tinha que mostrar minha competência três vezes mais que um homem, e isso era muito frustrante”, disse Luciana. A partir dessas experiências, ela se juntou com outras mulheres que passavam pelas mesmas situações e começaram a movimentar a pauta de gênero dentro do setor, criando projetos para mulheres dentro da Renault. Quando foi para a Cummins, a empresa já contava com diversos projetos de diversidade, o que encantou Luciana. “A Cummins se desenvolveu em uma base solida de diversidade. Fiquei encantada com a diversidade que está no DNA da empresa.” Atualmente, Luciana também é diretora da AEA (Associação Brasileira Engenharia Automotiva) e busca trazer mais diversidade para dentro da entidade. Exemplo disso é que na última edição do evento da AEA, 56% dos palestrantes foram mulheres. A executiva falou ainda sobre suas experiências nas áreas de comunicação e relações governamentais, e como enfrenta o desafio de às vezes ser a única mulher em uma reunião. Trajetória pessoal multicultural foi importante na carreira A executiva contou sobre como sua trajetória pessoal reflete no profissional. Nascida no Peru, morou em diversos países por conta do trabalho do pai, incluindo Itália e Brasil. Com isso, desde muito cedo aprendeu a se adaptar a novas culturas e com a diversidade de pessoas. “Essa bagagem fez toda diferença porque você tem que aprender uma cultura novas, piadas novas e como se relacionar com as pessoas. Além de ter que fazer conexões muito fácil e depois deixar essas pessoas. Isso fala muito sobre mim porque hoje sou uma pessoa que adora fazer conexões”, afirmou Luciana.
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43 MIN