T3. E5. Entre Swipes, Mágoas, Feridas e Cicatrizes
JAN 2, 202649 MIN
T3. E5. Entre Swipes, Mágoas, Feridas e Cicatrizes
JAN 2, 202649 MIN
Description
<p>O que é que as setas do Cupido e a cadeira de escritório da Miss Lolita têm em comum? A resposta está no quinto episódio do Tinderella: O Amor nos Tempos do Digital, onde falamos das mágoas, feridas e cicatrizes emocionais que o online dating vai deixando pelo caminho. A grande questão é: vamos curar feridas… ou pôr o dedo na ferida?</p><p>Quando cerca de 80% dos utilizadores de dating apps entre os 18 e os 33 anos já experienciaram ghosting pelo menos uma vez (<a href="https://blog.pof.com/pof-survey-reveals-80-millennials-ghosted/" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Plenty of Fish, 2016</a>), é inevitável perguntar: será que mudamos quem somos — ou a forma como nos apresentamos — depois de algum tempo nas apps? As nossas bios refletem defesa, consciência ou medo? Sabemos, de facto, definir limites claros nas relações que criamos?</p><p>Para nos ajudar a responder a estas perguntas, convidámos o psicoterapeuta <a href="https://www.instagram.com/delicado.joao/" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">João Delicado</a>, que nos guia pelas zonas mais sombrias e sensíveis que transportamos connosco: o que projetamos nos outros, que limites impomos (ou não!) e porque é que a rejeição nos magoa tanto. Revisitamos também os tempos da pandemia e refletimos sobre como a solidão se pode tornar um vício, mas também como a dor emocional pode ser um sinal do que ainda precisa de ser curado. Discutimos se o ghosting é apenas um reflexo da liquidez das relações ou uma estratégia de autorregulação num mundo saturado de estímulos e comunicações constantes. Será ausência de empatia, rebeldia face ao imediatismo ou simples incapacidade de lidar com o desconforto de dizer “não”? Falamos ainda de comunicação indireta, comportamentos infantis e da confusão emocional que surge quando falta autenticidade, porque sem autenticidade não há intimidade, nem verdadeira nutrição afetiva. Questionamos ainda o impacto da validação externa: será que o nosso valor muda com o número de likes e matches? Ou estamos só dependentes de validação externa e presos numa perigosa montanha-russa de autoestima que nos gera ansiedade e instabilidade emocional?</p><p>Terminamos com uma nota de esperança: é possível sarar feridas e avançar. A dor mostra-nos o que precisa de ser revisto para não repetirmos padrões com pessoas diferentes na mesma personagem. Ficam os 3 R’s da ecologia interna: Respirar, para voltar ao corpo; Reconhecer, emoções e histórias por resolver; e Regular, emocionalmente, com pessoas seguras. Porque o amor não é um sentimento — é um processo. E cada relação merece um mapa novo, percorrido a dois. Talvez a melhor bússola seja simples: gostamos da pessoa que nos tornamos dentro daquela relação?</p><p>Este podcast foi produzido com o apoio da <a href="https://zeno.fm/radio/radiometropolitanaporto" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Rádio Metropolitana do Porto</a>, consultoria técnica de <a href="https://www.instagram.com/swipematchdate" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Rita Sepúlveda</a>, a edição é de <a href="https://www.instagram.com/aiazevedo" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Ana Azevedo</a>, o design e logótipo de <a href="https://www.instagram.com/_analog_girl_" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Joana Lírio</a> e voz de <a href="https://www.instagram.com/pedrocadavez" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Pedro Cadavez</a>.</p><p><br></p><p><strong>Séries Mencionadas:</strong></p><p><a href="https://www.primevideo.com/-/pt/detail/Please-Like-Me/0U8DN4ZCK5HSY808TC7R2USC4L" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Please Like Me</a> – Prime Video</p><p><a href="https://www.netflix.com/pt/title/80223685" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Jigsaw</a> – Daniel Sloss</p>