T3. E8. Erotismo em Tempo de Swipes

APR 10, 202643 MIN
Tinderella: O Amor nos Tempos do Digital

T3. E8. Erotismo em Tempo de Swipes

APR 10, 202643 MIN

Description

<p>Onde fica o erotismo no meio dos swipes? Estaremos mais próximos do prazer ou apenas mais distraídos dele? Neste episódio do Tinderella: O Amor nos Tempos do Digital, mergulhamos numa das dimensões mais íntimas e mais transformadas pelo online dating: o desejo.</p><p>Os números mostram que o corpo entrou mais cedo em cena. Entre 2022 e 2023, 52% das pessoas entre os 20 e os 39 anos conheceram o parceiro através de apps, e 38% tiveram sexo no primeiro encontro (<a href="https://www.choosi.com.au/documents/choosi-swipe-right-report-2023-whitepaper.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Choosi Swipe Right Modern Dating Report</a>, 2023), uma percentagem muito acima dos encontros offline. Em França, mais de metade dos casais que se conhecem online iniciam relações sexuais antes de um mês (<a href="https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/24701475.2022.2075156" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Bergström</a>, 2022). O tempo do desejo acelerou. Mas será que aprofundou… ou apenas encurtou o caminho?</p><p>Falamos do chamado online dating effect: relações que começam mais rápido, mais intensas, mas também mais instáveis. Ainda assim, as apps abriram portas a novas formas de explorar o erotismo, especialmente para quem sempre esteve fora dos espaços tradicionais. Mas, no meio de nudes, emojis sugestivos e validação constante, perguntamos: o corpo está mais presente… ou mais ausente?</p><p>O nosso convidado, <a href="https://www.instagram.com/simas_eros/" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Rui Simas</a>, ajuda-nos a revisitar os primórdios do online dating — do mIRC ao teletexto — e explora connosco como o desejo se adaptou ao digital. Entre Instagram, LinkedIn e Tinder, percebemos que tudo pode ser um espaço de encontro desde que haja intenção! Mas também refletimos sobre a pressão de “ir à caça”, as estratégias artificiais, os jogos emocionais e a forma como transformámos o dating num verdadeiro campo de minas e armadilhas. Num mundo onde vemos mais corpos do que nunca, na maior parte das vezes antes sequer de os tocar, será que estamos a perder o mistério? E quando a imagem substitui a experiência, o que acontece ao desejo? Falamos de comparação, de expectativas irreais, da influência da Inteligência Artificial e da dificuldade crescente em habitar o corpo real. Discutimos ainda consentimento no digital, dick pics, sexo falocêntrico, propostas diretas e a linha ténue entre desejo e saturação. Será isto liberdade… ou simplificação? Estaremos mais focados em sermos desejados do que em desejar?</p><p>No fim, fica a pergunta: num mundo que desliza tudo, incluindo o desejo, ainda sabemos demorar? Porque talvez o erotismo não esteja no match… mas no espaço entre a espera e o toque do outro.</p><p>Este podcast foi produzido com o apoio da <a href="https://zeno.fm/radio/radiometropolitanaporto" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Rádio Metropolitana do Porto</a>, consultoria técnica de <a href="https://www.instagram.com/swipematchdate" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Rita Sepúlveda</a>, a edição é de <a href="https://www.instagram.com/aiazevedo" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Ana Azevedo</a>, o design e logótipo de <a href="https://www.instagram.com/_analog_girl_" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Joana Lírio</a> e voz de <a href="https://www.instagram.com/pedrocadavez" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">Pedro Cadavez</a>.</p>