Os anos da ditadura deixaram marcas profundas em Amelinha Teles. A jornalista, escritora e ativista dos Direitos Humanos foi presa e barbaramente torturada no Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI) junto com toda a sua família. Quando saiu da prisão, em meados dos anos 1970, fundou o Jornal Brasil Mulher, publicação destinada a lutar pela anistia e pelos direitos femininos. Foi aí que começou sua ampla militância pelo direito das mulheres. "Nós tínhamos que ter argumentos para discutir com outras mulheres e outros homens das organizações de esquerda. Falavam que nós éramos separatistas, divisionistas, aquela ladainha toda", relembra. Diretora da União de Mulheres de São Paulo e coordenadora do Projeto Promotoras Legais Populares, Amelinha Teles é a convidada desta semana do podcast "Escute as Mais Velhas". Ao lado de Sueli Carneiro e Neca Setubal, Amelinha relembra a luta contra a ditadura e as dificuldades de abordar a pauta de gênero nos movimentos de esquerda. Siga o "Escute as Mais Velhas" no seu aplicativo de áudio favorito.