<description>&lt;p&gt;Os anos da ditadura deixaram marcas profundas em Amelinha Teles. A jornalista, escritora e ativista dos Direitos Humanos foi presa e barbaramente torturada no Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna  (DOI-CODI) junto com toda a sua família.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Quando saiu da prisão, em meados dos anos 1970, fundou o Jornal Brasil Mulher, publicação destinada a lutar pela anistia e pelos direitos femininos. Foi aí que começou sua  ampla militância pelo direito das mulheres. "Nós tínhamos que ter argumentos para discutir com outras mulheres e outros homens das organizações de esquerda. Falavam que nós éramos separatistas, divisionistas, aquela ladainha toda", relembra. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Diretora da União de Mulheres de São Paulo e coordenadora do Projeto Promotoras Legais Populares, Amelinha Teles  é a convidada desta semana do podcast "Escute as Mais Velhas". Ao lado de Sueli Carneiro e Neca Setubal, Amelinha relembra a luta contra a ditadura e as dificuldades de abordar a pauta de gênero nos movimentos de esquerda. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Siga o "Escute as Mais Velhas" no seu aplicativo de áudio favorito.&lt;/p&gt;</description>

Escute as Mais Velhas

Fundação Tide Setubal

Amelinha Teles

APR 21, 202648 MIN
Escute as Mais Velhas

Amelinha Teles

APR 21, 202648 MIN

Description

Os anos da ditadura deixaram marcas profundas em Amelinha Teles. A jornalista, escritora e ativista dos Direitos Humanos foi presa e barbaramente torturada no Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI) junto com toda a sua família. Quando saiu da prisão, em meados dos anos 1970, fundou o Jornal Brasil Mulher, publicação destinada a lutar pela anistia e pelos direitos femininos. Foi aí que começou sua ampla militância pelo direito das mulheres. "Nós tínhamos que ter argumentos para discutir com outras mulheres e outros homens das organizações de esquerda. Falavam que nós éramos separatistas, divisionistas, aquela ladainha toda", relembra. Diretora da União de Mulheres de São Paulo e coordenadora do Projeto Promotoras Legais Populares, Amelinha Teles é a convidada desta semana do podcast "Escute as Mais Velhas". Ao lado de Sueli Carneiro e Neca Setubal, Amelinha relembra a luta contra a ditadura e as dificuldades de abordar a pauta de gênero nos movimentos de esquerda. Siga o "Escute as Mais Velhas" no seu aplicativo de áudio favorito.