No episódio 332 falamos de inteligência artificial em 2025, um resumo e o que os marketers podem fazer em 2026.

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A IA em 2025, um resumo e o que os marketers podem fazer em 2026 - e332s01

DEC 23, 2025-1 MIN
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A IA em 2025, um resumo e o que os marketers podem fazer em 2026 - e332s01

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No episódio 332 falamos de inteligência artificial em 2025, um resumo e o que os marketers podem fazer em 2026. Episódio de 23/12/2025   Grupo de WhatsApp: https://w.marketingporidiotas.pt    Resumi por IA   Neste episódio especial de Natal, os anfitriões Diogo Abrantes da Silva e Miguel Rão Vieira fazem um balanço do ano de 2025 no universo da Inteligência Artificial (IA) e projetam o que os profissionais de marketing podem, de forma realista, esperar e fazer com estas ferramentas em 2026. A discussão, inspirada numa análise do especialista Christopher Penn, avalia o que é promessa, o que é realidade e onde o fator humano continua a ser insubstituível. O Salto Quântico da IA em 2025: Da Simplicidade ao "Doutoramento" O ano de 2025 foi marcado por uma evolução exponencial dos modelos de IA. Segundo a análise, a IA passou de uma inteligência "básica" para um nível equivalente a um "doutoramento", com os modelos mais recentes a alcançarem pontuações 4 a 9 vezes superiores em testes complexos de raciocínio em comparação com o início do ano. Os principais marcos incluem: Abertura da Competição: O lançamento do DeepSeek no início do ano mostrou que a liderança em IA já não era um monopólio dos EUA, abrindo a porta à inovação global. Multimodalidade: A IA deixou de ser apenas texto. O lançamento de modelos como o VEO 3 (Google), capaz de gerar vídeo com áudio sincronizado, e o Sora 2 (OpenAI) tornaram a criação de conteúdo multimédia mais acessível, apesar das controvérsias sobre direitos de autor. Guerra de Modelos: O final do ano foi dominado pelo lançamento do Gemini 3 (considerado o mais inteligente no momento da gravação), do GPT-5.2 e do Claude Opus 4.5, solidificando a era da IA multimodal (texto, imagem, áudio, vídeo). Ferramentas Integradas: Surgiram os "browsers agenticos" (como Perplexity e Comet) e os servidores MCP, que funcionam como APIs de inteligência artificial, permitindo que diferentes aplicações comuniquem com a IA de forma mais fluida. O que os Marketers Podem (e Não Podem) Fazer com IA em 2026: Tarefa a Tarefa O cerne do episódio é uma análise prática sobre o nível de automação que a IA permite em tarefas específicas de marketing, divididas em três categorias: Automação Total, Assistência (onde a IA ajuda, mas precisa de supervisão humana) e Mito (onde a promessa ainda não corresponde à realidade). Desenvolvimento de Estratégia Digital: Assistência. A IA pode analisar dados e ajudar a estruturar um plano, mas falta-lhe o pensamento estratégico para definir a direção do negócio. Pesquisa de Mercado e Concorrência: Assistência. É excelente para fazer "deep research" e compilar informação rapidamente, mas precisa de verificação humana para evitar "alucinações" (informações incorretas). Criação de Conteúdo para Redes Sociais: Assistência. Consegue criar rascunhos, mas a supervisão humana é crucial para garantir o tom, a qualidade e o alinhamento com a marca. Criação de Criatividades Publicitárias (Banners): Assistência. Pode automatizar a criação se existirem templates pré-definidos, mas não substitui a criação do conceito original. Otimização para Motores de Pesquisa (SEO): Assistência. Ajuda na análise de páginas e sugestão de palavras-chave, mas a estratégia global de SEO ainda depende de um especialista. Gestão do Calendário Editorial: Assistência. Pode sugerir temas com base em tendências, mas a decisão final do que e quando publicar continua a ser humana. Gestão de Campanhas (Google/Meta Ads): Assistência. É ótima para reporting e sugestões, mas não tem o "sentimento" para tomar decisões complexas, como quando não mexer numa campanha que está a aprender. Moderação de Redes Sociais (Comentários): Assistência. Pode responder a comentários simples, mas as suas respostas são facilmente identificáveis como automáticas e falta-lhes a autenticidade humana. Criação de Publicidade de Vídeo: Assistência. As ferramentas são impressionantes, mas ainda cometem erros de detalhe que só um especialista da marca consegue identificar (ex: um botão de um casaco no sítio errado). Gestão de Campanhas de Email Marketing: Assistência. Pode automatizar partes do processo, mas a estratégia e a relação com a base de dados precisam de gestão humana. Manutenção do Website: Mito. É uma tarefa demasiado complexa e específica. A IA não consegue, por si só, fazer atualizações, corrigir links quebrados ou alterar a estrutura de um site de forma fiável. Implementação de Tags e Pixels: Mito. Requer um conhecimento técnico do código e da estrutura de cada site que a IA ainda não consegue replicar de forma autónoma. Criação de Relatórios de Web Analytics: Automação Total. Esta é uma das áreas onde a IA brilha. Consegue agregar dados de múltiplas fontes, encontrar padrões e criar relatórios detalhados. Qualificação de Leads (Lead Scoring): Automação Total. Consegue analisar os dados de um lead, compará-los com critérios definidos e atribuir uma pontuação de forma muito mais eficiente que um humano. Gestão do Orçamento de Marketing: Mito. O orçamento de marketing vai muito além do digital (eventos, publicidade tradicional) e envolve decisões estratégicas que a IA não pode tomar. Relações Públicas Digitais e Parcerias: Assistência. Pode ajudar a identificar potenciais parceiros, mas a negociação e a gestão da relação são fundamentalmente humanas. Gestão de Programa de Afiliados: Assistência. Enquanto a gestão de centenas de pequenos afiliados pode ser automatizada, a relação com os parceiros-chave ("as Cristinas Ferreiras") exige um acompanhamento pessoal. Conclusão: O Foco em 2026 A grande conclusão do episódio é que, apesar do avanço espetacular, a IA em 2026 continuará a ser uma ferramenta de assistência e não de substituição total para o marketer. A sua grande força está em automatizar tarefas repetitivas e baseadas em dados (reporting, lead scoring), libertando os humanos para se focarem naquilo que as máquinas (ainda) não conseguem fazer: estratégia, criatividade, pensamento crítico e relações humanas. Delegar um departamento inteiro à IA continua a ser um mito; o desafio para os profissionais será aprender a usar estas ferramentas para aumentar a sua própria eficiência e valor.   Sobre o Podcast Marketing por Idiotas O podcast Marketing por Idiotas é um podcast sobre marketing em Portugal. Neste podcast semanal falamos sobre notícias, irritações e inquietações sobre marketing digital e analógico. O podcast é apresentado pelos comentadores com lugar cativo o freelancer de marketing digital para ONGs Diogo Abrantes da Silva, o formador e consultor Frederico Carvalho e o CEO da pkina.com e funis.pt Miguel Rão Vieira.