Afrodite Podcast

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Feminilidade e opinião. A arte perdida das mulheres, trabalhadas no dia a dia. Instagram: @afroditepodcast

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OCT 23, 2026
🌷 O livro que me ajudou quando eu estava solteira
Hoje quero conversar sobre um livro que teve uma participação muito particular na minha própria história com relacionamentos: Comporte-se Como uma Dama, Pense Como um Homem, de Steve Harvey. Eu li esse livro quando ainda estava solteira — e algumas ideias realmente mudaram a maneira como eu observava os homens e os relacionamentos. Isso significa que concordo com tudo? Definitivamente não. 👀 Publicado originalmente em 2009, o livro traz algumas generalizações enormes sobre homens e mulheres e ideias sobre papéis de gênero que eu, hoje, leria com muito mais senso crítico. Mas também me ensinou coisas que ainda considero preciosas: 🌷 tenha padrões antes de estar apaixonada; 🌷 pergunte aquilo que realmente importa; 🌷 observe comportamentos; 🌷 perceba se palavras e ações combinam; 🌷 não confunda química com compatibilidade; 🌷 não transforme potencial em relacionamento imaginário; 🌷 não tenha medo de descobrir cedo que alguém deseja uma vida diferente da sua. Também conversamos sobre os famosos três Ps, as cinco perguntas, a controversa divisão entre sports fish e keepers e, claro, a famosa regra dos 90 dias. Mas talvez a maior lição que tenha ficado comigo seja outra: pare de entrar nos encontros perguntando apenas “será que ele vai me escolher?” e lembre-se de perguntar “eu escolheria esse homem para a minha vida?” Porque uma coisa é imaginar férias românticas com alguém. Outra é olhar para aquela pessoa e pensar: eu gostaria de dividir uma terça-feira comum com ela? 🎧 No novo episódio do Afrodite Podcast, fazemos uma resenha carinhosa — mas também crítica — de um livro que realmente fez parte da minha trajetória. Depois venham me contar: vocês já leram Steve Harvey? O que ainda faz sentido para vocês — e o que envelheceu mal? Com amor, Vi 💗 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS HARVEY, Steve. Act like a lady, think like a man: what men really think about love, relationships, intimacy, and commitment. New York: Amistad/HarperCollins, 2009. KNEE, C. Raymond et al. Self-determination theory and romantic relationship processes. Personality and Social Psychology Review, v. 17, n. 4, p. 307–324, 2013. OVERALL, Nickola C.; FLETCHER, Garth J. O.; SIMPSON, Jeffry A. Helping each other grow: romantic partner support, self-improvement, and relationship quality. Personality and Social Psychology Bulletin, v. 36, n. 11, p. 1496–1513, 2010. SIMPSON, Jeffry A. Psychological foundations of trust. Current Directions in Psychological Science, v. 16, n. 5, p. 264–268, 2007. FINKEL, Eli J.; EASTWICK, Paul W.; KARNEY, Benjamin R.; REIS, Harry T.; SPRECHER, Susan. Online dating: a critical analysis from the perspective of psychological science. Psychological Science in the Public Interest, v. 13, n. 1, p. 3–66, 2012
33 MIN
OCT 16, 2026
🌹 A vulgaridade pode ser copiada. A sensualidade, não.
Você pode copiar o vestido. O cabelo. A maquiagem. A pose. O decote. Pode estudar quais características físicas aparecem associadas à atratividade em determinados estudos e tentar reproduzir cada uma delas. E ainda assim talvez falte alguma coisa. Porque beleza, sexualização, sensualidade e erotismo não são sinônimos. No novo episódio do Afrodite Podcast, conversamos sobre aquilo que torna o desejo humano muito mais complexo do que uma lista de medidas. Falamos sobre psicologia da atração, recompensa, antecipação, imaginação, cultura, sentidos, subjetividade e sobre por que aquilo que uma pessoa considera profundamente sensual pode não produzir absolutamente o mesmo efeito em outra. Também fazemos uma distinção importante: aqui, “vulgaridade” não é utilizada como julgamento moral sobre mulheres ou sobre quanta pele alguém escolhe mostrar. Estamos falando de linguagens diferentes. O sexualmente explícito pode ser facilmente reconhecido e reproduzido. O sensual depende também de presença. E o erótico deixa espaço para que a imaginação participe. Talvez por isso um corpo completamente nu possa não produzir nenhuma experiência erótica enquanto um olhar, uma voz, um perfume ou uma mão encostando rapidamente em outra possa permanecer na memória durante anos. Porque desejo não acontece apenas no corpo de quem é desejado. Ele acontece também na mente de quem deseja. 🌹 O vulgar pode dizer: “Olhe.” 🌹 O sensual pode dizer: “Sinta.” 🌹 E o erótico talvez sussurre: “Imagine.” Neste episódio, eu quero convidar você a parar de perguntar somente: “Como eu preciso parecer para ser desejada?” E experimentar outra pergunta: “Como eu quero me sentir dentro do meu próprio corpo?” 🎧 O episódio completo já está no ar. Depois venha conversar comigo: para você, onde termina o sexy e começa o sensual? Com amor,Vi 💗 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BATAILLE, Georges. O erotismo. Belo Horizonte: Autêntica, 2013. BERSELL, M.; RUIVO, E.; GONZALEZ, J. R.; WIGGINS, I. M.; HOLMES, N. P. Personal space increases during sexual arousal in heterosexual women. Archives of Sexual Behavior, v. 51, p. 2513–2524, 2022. BUSS, David M. Sex differences in human mate preferences: evolutionary hypotheses tested in 37 cultures. Behavioral and Brain Sciences, v. 12, n. 1, p. 1–49, 1989. CHIVERS, Meredith L. et al. A sex difference in the specificity of sexual arousal. Psychological Science, v. 15, n. 11, p. 736–744, 2004. CLARKSON, Thomas R. et al. A multivariate analysis of women's mating strategies and sexual selection on men's facial morphology. Royal Society Open Science, 2020. FISHER, Helen E.; ARON, Arthur; BROWN, Lucy L. Romantic love: an fMRI study of a neural mechanism for mate choice. The Journal of Comparative Neurology, v. 493, n. 1, p. 58–62, 2005. GEORGESON, Janine; ROBERTSON, Jessica; FLETCHER, Garth J. O.; WEISBUCH, Max. Perceiving romantic interest: the role of perceiver and target sex. Personality and Social Psychology Bulletin, 2023. HAMERMESH, Daniel S. Beauty pays: why attractive people are more successful. Princeton: Princeton University Press, 2011. LAGESON, Sarah E. et al. Context and sexualization in perceptions of women's bodies. Sex Roles, 2021. SONTAG, Susan. Against interpretation and other essays. New York: Farrar, Straus and Giroux, 1966. TOATES, Frederick. An integrative theoretical framework for understanding sexual motivation, arousal, and behavior. Journal of Sex Research, v. 46, n. 2–3, p. 168–193, 2009. WALTER, Kathryn V. et al. Sex differences in mate preferences across 45 countries: a large-scale replication. Psychological Science, v. 31, n. 4, p. 408–423, 2020.
30 MIN
OCT 9, 2026
🌷 Por que mulheres femininas e magnéticas não precisam forçar atração ou atenção?
Talvez uma das maiores mudanças na vida amorosa aconteça quando paramos de perguntar: “Como faço alguém me escolher?” …e começamos a perguntar: “Essa pessoa é alguém que eu escolheria?” No novo episódio do Afrodite Podcast, conversamos sobre feminilidade, magnetismo, autoestima, reciprocidade, autonomia e a nossa necessidade tão humana de sermos vistas e desejadas. 🦢✨ Falamos também sobre psicologia: autoestima contingente, reciprocidade da atração, autonomia dentro dos relacionamentos, autorrevelação e até aquele fenômeno curioso em que a incerteza pode nos fazer pensar ainda mais em alguém. Mas existe uma diferença fundamental: ocupar a mente de alguém não é o mesmo que construir intimidade. A mulher magnética não precisa fingir desinteresse. Não precisa desaparecer estrategicamente. Não precisa provocar ciúmes. Não precisa transformar cada mensagem em uma partida de xadrez. Ela pode demonstrar interesse — e observar reciprocidade. Porque talvez o verdadeiro magnetismo não esteja em fazer alguém correr atrás de você. Talvez esteja em conseguir desejar profundamente alguém sem abandonar a si mesma no processo. Neste episódio, quero convidar você a devolver uma parte da sua atenção para onde ela sempre deveria ter permanecido: a sua própria vida. 🌷 🎧 O episódio completo já está no ar. Depois de ouvir, venha me contar: você está escolhendo… ou está tão preocupada em ser escolhida que se esqueceu dessa parte? Com amor,Vi 💗 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CROCKER, Jennifer; WOLFE, Connie T. Contingencies of self-worth. Psychological Review, v. 108, n. 3, p. 593–623, 2001. DOI: 10.1037/0033-295X.108.3.593. KNEE, C. Raymond et al. Self-determination theory and romantic relationship processes. Personality and Social Psychology Review, v. 17, n. 4, p. 307–324, 2013. MONToya, R. Matthew. Toward a more complete understanding of the reciprocity of liking effect. European Journal of Social Psychology, v. 38, n. 3, p. 477–498, 2008. DOI: 10.1002/ejsp.431. MÜHLINGHAUS, Inga; HASEBRAUCK, Manfred. Autonomy in relatedness: how need fulfillment interacts in close relationships. Personality and Social Psychology Bulletin, 2020. SPRECHER, Susan et al. Taking turns: reciprocal self-disclosure promotes liking in initial interactions. Journal of Experimental Social Psychology, v. 49, n. 5, p. 860–866, 2013. DOI: 10.1016/j.jesp.2013.03.017. WHITCHURCH, Erin R.; WILSON, Timothy D.; GILBERT, Daniel T. “He loves me, he loves me not…”: uncertainty can increase romantic attraction. Psychological Science, v. 22, n. 2, p. 172–175, 2011. DOI: 10.1177/0956797610393745. BURGOON, Judee K.; BULLER, David B.; HALE, Jerold L.; DE TURCK, Mark A. Relational messages associated with nonverbal behaviors. Human Communication Research, v. 10, n. 3, 1984.
32 MIN
OCT 2, 2026
🌷 Por que mulheres tranquilas são tão atraentes?
Existe algo profundamente magnético em uma mulher que não parece estar em guerra consigo mesma. Ela não precisa responder a tudo. Não precisa preencher todos os silêncios. Não precisa disputar atenção. Ela escuta, observa, respira e parece verdadeiramente presente no próprio corpo. Mas será que existe uma explicação científica para isso? 🧠✨ Neste episódio do Afrodite Podcast, conversamos sobre o que a neurociência pode nos ensinar sobre regulação emocional, segurança social, amígdala, córtex pré-frontal, percepção de confiança e até a fascinante sincronização fisiológica que pode acontecer entre duas pessoas durante uma interação. E existe uma diferença fundamental: tranquilidade não é passividade. Uma mulher tranquila pode ser firme, intensa, apaixonada e cheia de opinião. A diferença é que ela não precisa entregar o controle de si mesma a cada emoção, provocação ou expectativa externa. Talvez uma das formas mais bonitas de magnetismo não seja fazer alguém pensar “preciso impressioná-la”, mas fazê-lo sentir: “Eu posso respirar perto dela.” 🌷 🎧 Dê o play e venha conversar comigo. Depois me conte: você acha que a tranquilidade torna uma pessoa mais atraente? Ou você ainda associa atração à intensidade? Com amor,Vi 💗 Referências bibliográficas ANDREWES, David G.; JENKINS, Lisanne M. The role of the amygdala and the ventromedial prefrontal cortex in emotional regulation: implications for post-traumatic stress disorder. Neuropsychology Review, v. 29, n. 2, p. 220–243, 2019. DOI: 10.1007/s11065-019-09398-4. BERBOTH, Stella; MORAWETZ, Carmen. Amygdala-prefrontal connectivity during emotion regulation: a meta-analysis of psychophysiological interactions. Neuropsychologia, v. 153, 107767, 2021. DOI: 10.1016/j.neuropsychologia.2021.107767. COAN, James A.; SBARRA, David A. Social Baseline Theory: the social regulation of risk and effort. Current Opinion in Psychology, v. 1, p. 87–91, 2015. DOI: 10.1016/j.copsyc.2014.12.021. COHEN, M. et al. Social and nonsocial synchrony are interrelated and romantically attractive. Communications Psychology, v. 2, art. 57, 2024. DIXON, Matthew L. et al. Emotion and the prefrontal cortex: an integrative review. Psychological Bulletin, v. 143, n. 10, p. 1033–1081, 2017. DOI: 10.1037/bul0000096. GORDON, Ilanit; BARTSCH, Ronny P. Correlates of interpersonal physiological synchrony and sources of empirical heterogeneity. Nature Reviews Psychology, v. 5, p. 201–215, 2026. MORAWETZ, Carmen et al. Neural underpinnings of individual differences in emotion regulation: a systematic review. Neuroscience & Biobehavioral Reviews, 2024, 105727. DOI: 10.1016/j.neubiorev.2024.105727. PROCHAZKOVA, E. et al. Physiological synchrony is associated with attraction in a blind date setting. Nature Human Behaviour, v. 6, p. 269–278, 2022. DOI: 10.1038/s41562-021-01197-3. SLAVICH, George M. Social Safety Theory: a biologically based evolutionary perspective on life stress, health, and behavior. Annual Review of Clinical Psychology, v. 16, 2020. DOI: 10.1146/annurev-clinpsy-032816-045159. TODOROV, Alexander et al. Evaluating face trustworthiness: a model based approach. Social Cognitive and Affective Neuroscience, 2008. DOI: 10.1093/scan/nsn009.
24 MIN