Isabel Soares: "Era uma casa onde os amigos eram os escritores e os poetas."
MAR 13, 2026127 MIN
Isabel Soares: "Era uma casa onde os amigos eram os escritores e os poetas."
MAR 13, 2026127 MIN
Description
<p><strong>Cresceu numa casa de portas abertas a família e amigos, com livros por todo o lado, uma mãe, Maria Barroso, que dizia poesia pelo país - também como forma de resistir à ditadura de Salazar - e um pai, Mário Soares, fundador da democracia portuguesa, muitas vezes ausente por motivos políticos e pelas várias passagens pelas prisões de Caxias ou do Aljube. </strong></p><p><br /></p><p>Isabel Soares nasceu em 1951. Chegou a pensar ser médica, passou pelo jornalismo, mas acabaria por abraçar a gestão do Colégio Moderno a pedido do pai e da mãe quando Mário Soares decidiu candidatar-se a Presidente da República. </p><p>É esse o seu projeto de vida - aos 75 anos ainda trabalha todos os dias - e orgulha-se muito dos seus alunos, também pela liberdade cívica e intelectual que preconiza para a escola que dirige. "Terem a cabeça aberta e pensarem pela sua cabeça", como explica.</p><p><br /></p><p>Não se lembra da sua vida sem poesia porque a mãe, Maria Barroso, não apenas "embalava" os filhos a dizer poemas e mais tarde os levava aos recitais pelo país, como amiúde citava poemas de cor no meio das conversas. Ao mesmo tempo, alguns dos amigos da família Soares eram poetas, escritores ou pintores, que frequentavam a casa e os serões da casa, a que Isabel gostava de assistir. </p><p><br /></p><p>Considera que memória é identidade e é sobretudo a memória que nos guia ao longo desta conversa. Os poemas são um pretexto para a conhecermos melhor, e também, por maioria de razão, aos seus pais que, de certa forma, se juntam a nós. </p><p><br /></p><p><br /></p><p>Poemas: </p><p>Matilde Rosa Araújo – Nascer</p><p>Ruben Dario – Não ouves cair as gotas da minha melancolia</p><p>Sophia de Mello Breyner – Porque ; Há jardins evadidos deluar ; De todos os cantos do mundo ; Quando o meu corpo adormecer e eu for morta</p><p>Jorge de Sena – Carta a Meus Filhos Sobre os Fuzilamentos de Goya</p><p>Alexandre O«’ Neill – Portugal </p><p>José Régio – Cântico Negro</p><p>Álvaro de Campos - Aniversário </p><p>Camilo Pessanha - Floriram por engano as rosas bravas</p><p>Antonio Machado - Caminante, no hay camino</p><p>Charles Baudelaire – As Flores do Mal </p><p><br /></p>